quarta-feira, 23 de maio de 2007

Sem dormir

Olhar perdido em corpo imaturo
Sangue que alimenta a alma
Pressiona e retira a calma
Deste ser que todo dia aturo.

Limitado por um muro
Tento fugir usado cada palma
Não existe religião que salma
Cada um desses versos que furo.

Para lutar contra a realidade
Não devo usufruir o luxo de dormir
Escolho viver nesta insônia constante.

Mesmo abdicando da minha sanidade
Desse mundo não posso sair
Tornando-me um estranho, um mutante.

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